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Prefeitura de Touros

PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA O ENFRENTAMENTO DA INFECÇÃO HUMANA PELO NOVO CORONAVÍRUS (COVID-19)

Touros/RN

2020

PREFEITURA MUNICIPAL DE TOUROS

Prefeito: Francisco de Assis Pinheiro de Andrade

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

Secretário: Higor Rodrigo Silva de Andrade

Secretária Adjunta: Ana Cláudia de Moura Rocha

Coordenador da Atenção Básica: Ivanízia Maria Alves Duarte

Enfermeira da Vigilância Epidemiológica: Luciene Maria Figueiredo

COMITE PARA ENFRENTAMENTO DO NOVO CORONAVÍRUS

Higor Rodrigo Silva de Andrade

Ruzem Raimundo Modesto da Silva

Ana Claudia de Moura Rocha

Ivanizia Maria Alves Duarte

Luciene Maria Figueiredo

José Evilmar Rodrigues de Sousa

Josionete Martins Fonseca de Araújo

Hugo Henrique Pereira da Silva

Palowa Mineli Cantalice Wanderley Pepe

  1. INTRODUÇÃO

O Plano de Contingência é um documento elaborado com o intuito de auxiliar o Município na resposta ao enfrentamento de um possível surto do novo Coronavírus (COVID-19) originado na cidade de Wuhan, na China. Este vírus, responsável por doença respiratória, pode determinar sérios danos às pessoas e à economia dos entes integrantes do Sistema Único de Saúde.

Neste documento serão definidas as responsabilidades do Município de Touros/RN em parceria com o estado e as diretrizes do Ministério da saúde, estabelecendo uma organização necessária, de modo a atender a situações de emergência relacionadas à circulação do vírus.

Os coronavírus (CoV) são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias e intestinais em humanos e animais, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV).

O modo de transmissão de pessoa para pessoa pode ter ocorrido principalmente por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. O período médio de incubação é de 5 dias, com intervalo que pode chegar até 16 dias. Dados preliminares da doença respiratória aguda (2019-nCoV) sugerem que a transmissão possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas, no entanto

até o momento as informações são insuficientes para determinar o período que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus.

As manifestações clinicas da doença respiratória aguda (2019-nCoV) podem variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa, de acordo com os dados mais atuais os sinais e sintomas clínicos são principalmente respiratório, com apresentação de febre, tosse e dificuldade para respirar. As complicações incluíram síndrome respiratória aguda grave-SRAG, lesão cardíaca aguda e infecção segundaria e óbito.

O diagnóstico diferencial deve ser realizado para influenza, para influenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório, adenovírus, outros coronavírus, entre outros. Até o momento o tratamento é inespecífico, com adoção de medidas de suporte, levando em consideração o diagnóstico diferencial para adequar o manejo clínico. Recomendam-se medidas de precauções padrões e isolamento de casos suspeitos para controle da infecção.

O monitoramento dos casos de doença respiratória aguda (2019-CoV) está em constante atualização, à medida que a OMS consolida as informações recebidas dos países e novas evidências técnicas e cientificas são publicadas, assim o Ministério da Saúde tem emitido boletins diariamente e a Secretaria Estadual de Saúde Pública- SESAP do Rio Grande Norte, tem feito importante movimento de vigilância constante e organização da rede para suporte aos possíveis casos da nova doença.

Assim o presente plano tem como objetivo:

1. Estabelecer a utilização de protocolos e procedimentos padronizados para a resposta de doença respiratória aguda (2019-CoV) nos Estabelecimentos de Saúde do município de Touros/RN em conformidade com a SESAP-RN;

2. Instituir medidas para evitar a disseminação e promover o controle da doença nas unidades de saúde;

3. Qualificar os profissionais para atuarem no manejo clínico e controles epidemiológicos junto aos casos suspeitos ou confirmados de doença respiratória aguda (2019-CoV);

4. Promover estratégias de educação em saúde entre os usuários dos serviços e divulgação entre a população através dos canais midiáticos através de notas técnicas e boletins sobre casos de doença respiratória aguda (2019-CoV) no âmbito municipal.

5. Garantir abastecimento adequado das unidades básicas de saúde para atendimento aos casos que cheguem ao serviço e suporte aos profissionais com uso de EPIs e insumos necessários ao controle da doença.

2. AÇÕES/ATIVIDADES POR ÁREA:

Vigilância epidemiológica, estratégias de saúde da família e núcleo ampliado de saúde da família

1. Acompanhar os dados epidemiológicos sobre a circulação de doença respiratória aguda (2019-nCoV);

2. Emitir alerta entre os profissionais e gestão nas unidades de saúde;

3. Elaborar e divulgar os Boletins Epidemiológicos e outras análises necessárias conforme demanda da gestão da unidade e a necessidade da situação;

4. Construir protocolos internos de atendimento e coleta de material, conforme diretrizes da SESAP-RN e MS;

5. Articular junto aos laboratórios de referência regional a oportunidade na liberação de resultados na rede estadual de laboratórios centrais (LACEN).

6. Estabelecer parcerias intersetoriais através de reuniões periódicas com colaboradores internos e externos;

7. Orientar a procura dos profissionais de saúde para adesão aos cursos sobre Atualização do Manejo Clínico e Coleta de Amostras (Swab);

8. Realizar a vigilância integrada com outros setores afins;

9. Orientar quanto às notificações de casos suspeitos;

10. Alimentar os Sistemas de Informações em Saúde.

A vigilância de doença respiratória aguda (2019-nCoV), tem como propósito orientar os serviços de Vigilância em Saúde e a Rede de Atenção à Saúde do SUS para atuação e na identificação, notificação e manejo oportuno dos casos suspeitos do novo coronavírus a fim de conter o risco de transmissão em todo território nacional.

Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em2002 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012. A infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19) o espectro clínico não está descrito completamente, bem como não se sabe o padrão de letalidade, mortalidade, infectividade, e transmissibilidade.

Ainda não há vacina ou medicamento específico disponível. Seus principais sintomas são tosse, febre, dispneia e dificuldades ao respirar. Existem algumas maneiras de prevenção que evitam a transmissão do novo coronavírus e outras doenças respiratórias

O modo de transmissão do coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por contato está ocorrendo. A transmissibilidade dos pacientes infectados é em média 7 dias após o início dos sintomas e o período de incubação é 5,2 dias, podendo chegar até 12,5 dias,

período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Os casos que se enquadrarem na definição de casos suspeitos deverão coletar apenas uma amostrarespiratória. A coleta deve seguir o protocolo de Influenza na suspeita de COVID-2019, as amostras deverão ser encaminhadas com urgência ao Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (LACEN-RN), o qual procederá com o envio das amostras ao laboratório de referência (Laboratório de Vírus Respiratórios do Instituto Evandro Chagas – IEC/SVS/MS) quando indicado.       Orienta-se coleta de amostra de aspirado de nasofaringe ou swab combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronco alveolar). Informamos que na hora da coleta do material é recomendado que seja utilizada máscara N95 pelo profissional de saúde, assim como avental, gorro e óculos de proteção.

As amostras devem ser mantidas refrigeradas (entre 4 e 8ºC), ou seja, para o correto transporte das amostras as mesmas deverão ser encaminhadas dentro de caixa térmica com a presença de gelo(s) reutilizável(is) afim de manter a temperatura, devendo essas serem acompanhadas pela ficha de notificação e devem ser processadas dentro de 24 a 72 horas da coleta. Na impossibilidade de envio dentro desse período, recomenda-se congelar as amostras a – 70ºC até o envio, assegurando que mantenham a temperatura (ver nota técnica do LACEN-RN). Vale ressaltar que a responsabilidade do armazenamento da amostra até o seu envio será dos respectivos municípios e/ou serviços de saúde, uma vez que as amostras serão recebidas pelo LACEN-RN das 7 às 17h45min, de segunda-feira à sábado.

Neste momento de EMERGÊNCIA EM SAÚDE PÚBLICA o cuidado para o não desperdício dos Equipamentos de Proteção Individuais é fundamental, sendo assim o uso da máscara N95 é recomendado apenas em situações que podem ocasionar na a aerolização de secreções e/ou aos profissionais que forem prestar atendimento direto ao paciente, nos demais momentos devendo ser adotada a máscara cirúrgica como precaução padrão. Ressaltamos a importância da utilização dos óculos de proteção ou protetor facial, gorro e avental além da utilização das máscaras, assim como solicitamos que seja observada a sequência correta para colocação e retirada de capa equipamento de proteção individual (EPI).

Os pacientes suspeitos e seus acompanhantes devem usar máscara cirúrgica, lenços de papel em episódios de tosse e espirros, secreção nasal e realizar higiene das mãos frequente com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica desde a sua identificação no serviço de saúde até sua chegada ao local de isolamento. Os trabalhadores dos serviços de saúde que atuam na triagem devem fazer uso da máscara cirúrgica e realizar a higienização das mãos antes e após a colocação da máscara                                Todo caso suspeito de doença respiratória aguda (2019-nCoV) deve ser notificado de forma imediata pelo meio de comunicação mais rápido possível, em até 24 horas, a Rede CIEVS estadual por meio telefônico ou eletrônico, conforme critérios clínicos e epidemiológicos abaixo para as seguintes definições de caso suspeito:

Critérios ClínicosCritérios Epidemiológicos
Febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório  Nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas, histórico de viagem à área com transmissão.  
Ex.: tosse, dificuldade de respirar e batimentos de asas nasais entre outros.  Nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas, tenha tido contato próximo com casos suspeitos para COVID-19.  
Febre ou sintomas respiratórios. Ex.: tosse e dificuldade de respirarNos últimos 14 dias, tenha tido contato próximo com casos confirmados para COVID 19.  

Fonte: Ministério da saúde, fevereiro 2020

A implementação de precauções padrão constitui a principal medida de prevenção da transmissão entre pacientes e profissionais de saúde e deve ser adotada no cuidado de todos os pacientes (antes da chegada ao serviço de saúde, na chegada, triagem, espera e durante toda assistência prestada) independentemente dos fatores de risco ou doença de base, garantindo que as políticas e práticas internas minimizem a exposição a patógenos respiratórios, incluindo o 2019-nCoV.                                                                           Como atualmente não existe vacina para prevenção de infecção por 2019-nCoV, a melhor maneira de prevenir é evitar a exposição ao vírus. Considerando que, até o momento, não há comprovação de que o novo coronavírus esteja circulando no Brasil, não há precauções adicionais recomendadas para o público em geral, mas devem ser reforçadas ações preventivas diárias que possam auxiliar na prevenção de propagação de vírus respiratórios:

1. Higiene frequente das mãos com água e sabão ou preparação alcoólica.

2. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização adequada das mãos.

3. Evitar contato próximo com pessoas doentes.

4. Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, com cotovelo flexionado ou utilizando-se de um lenço descartável.

5. Ficar em casa e evitar contato com pessoas quando estiver doente.

6. Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Casos suspeitos ou confirmados e acompanhantes devem ser orientados e assim utilizar como proteção:

1. Uso máscara cirúrgica;

2. Uso lenços de papel (para tosse, espirros, secreção nasal);

3. Praticar a etiqueta respiratória;

4. Higienizar as mãos frequente com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica.

Os profissionais de saúde que estejam responsáveis pelo atendimento de casos suspeitos ou confirmados, devem utilizar das seguintes EPIs e ações:

1. Higienização das mãos com preparação alcoólica frequentemente;

2. Gorro;

3. Óculos de proteção ou protetor facial;

4. Máscara cirúrgica;

5. Avental impermeável de mangas longas;

6. Luvas de procedimento.

Conforme orientação da Organização Mundial de Saúde, a OMS recomenda que aconteça em 5 momentos:

Momento 1: antes de contato com o paciente;

Momento 2: antes da realização de procedimento;

Momento 3: após risco de exposição a fluidos biológicos;

Momento 4: após contato com o paciente;

Momento 5: após contato com áreas próximas ao paciente, mesmo que não tenha tocado o paciente.

Deverão ser utilizadas máscaras de proteção respiratória (respirador particulado) com eficácia mínima na filtração de 95% de partículas de até 0,3μ (tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3), sempre que realizar procedimentos geradores de aerossóis como, por exemplo, intubação ou aspiração traqueal, ventilação não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, indução de escarro, coletas de amostras nasotraqueais e broncoscopias.

Para realização de outros procedimentos não geradores de aerossóis, avaliar a disponibilidade da N95 ou equivalente no serviço. Não havendo disponibilidade é obrigatório o uso da máscara cirúrgica.

Os profissionais de apoio (limpeza, manutenção, nutrição e outros) deverão utilizar dos seguintes meios de segurança:

  • Higiene das mãos com preparação alcoólica frequentemente;
  • Gorro;
  • Óculos de proteção ou protetor facial;
  • Máscara cirúrgica;
  • Avental impermeável de mangas longas;
  • Luvas de procedimento.
  • PRECAUÇÕES PADRÃO

A implementação da precaução padrão constitui a principal medida de prevenção da transmissão entre pacientes e profissionais de saúde e deve ser adotada no cuidado de todos os pacientes, independentemente dos fatores de risco ou doença de base. A precaução padrão compreende:

  • Higienização das mãos conforme orientação;
  • Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI): Avental e luvas ao contato com sangue e secreções;
  • Uso de óculos e/ou máscara facial se houver risco de respingos;
  • Fazer o descarte adequado de resíduos, de acordo com o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.

3.1 PRECAUÇÕES PARA GOTÍCULAS

Além da precaução padrão, deve ser instituída a precaução para gotículas para todo caso suspeito de infecção pelo Coronavírus (2019-nCoV). Recomenda-se assim:

  • Uso de máscara cirúrgica ao entrar no quarto, a menos de 1 metro do paciente e substituí-la a cada contato com o paciente;
  • Higienização das mãos antes e depois de cada contato com o paciente (água e sabão ou álcool gel);
  • Uso de máscara cirúrgica no paciente durante transporte.

No caso de procedimentos que gerem aerossóis (partículas < 5 μm, que podem ficar suspensas no ar por longos períodos) tais como: intubação, sucção, nebulização, recomenda-se:

  • Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI): avental e luvas, óculos e máscara facial tipo N95, N99, PFF2 ou PFF3 pelo profissional de saúde durante o procedimento de assistência ao paciente e para o profissional que entrar no quarto.
  • Manter paciente preferencialmente em quarto privativo.
  • Uso de máscara cirúrgica no paciente durante transporte.

Atenção: Ressaltamos que a máscara PFF2 (N95) é de uso individual, deve ser descartada imediatamente após o uso se molhar, sujar, mal funcionamento ou qualquer intercorrência na máscara.

  • LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES

Não há recomendação diferenciada para a limpeza e desinfecção de superfícies em contato com casos suspeitos ou confirmados pelo 2019-nCoV. Os princípios básicos para tal ação estão descritos no Manual para a Limpeza e Desinfecção de Superfícies, da Anvisa, destacando-se:

  • Medidas de precaução, bem como o uso do EPI, devem ser apropriadas para a atividade a ser exercida e necessárias ao procedimento;
  • Nunca varrer superfícies a seco, pois esse ato favorece a dispersão de microrganismos que são veiculados pelas partículas de pó. Utilizar varredura úmida que pode ser realizada com mops ou rodo e panos de limpeza de pisos;
  • Para a limpeza dos pisos devem ser seguidas técnicas de varredura úmida, ensaboar, enxaguar e secar. Os desinfetantes com potencial para limpeza de superfícies incluem aqueles à base de cloro, alcoóis, alguns fenóis e iodóforos e o quaternário de amônio;
  • É recomendado o uso de kits de limpeza e desinfecção de superfícies específicos para pacientes em isolamento de contato;
  • Todos os equipamentos deverão ser limpos a cada término da jornada de trabalho, ainda com os profissionais usando EPI e evitando contato com os materiais infectados;
  • A frequência de limpeza das superfícies pode ser estabelecida para cada serviço, de acordo com o protocolo da instituição.
  • LABORÁTORIO DA UNIDADE HOSPITALAR
  • Atentar quanto aos critérios de coleta armazenamento e envio das amostras para o laboratório;
  • Garantir os insumos para coleta de material para diagnóstico do Covid-19 e outros vírus respiratórios;
  • Acompanhar o resultado do diagnóstico laboratorial para Covid-19 e outros vírus respiratórios;
  • Garantir o transporte das amostras até o LACEN;
  • Disponibilizar planilha eletrônica banco de dados para acompanhamento dos resultados de laboratório.

PROCEDIMENTOS PARA COLETA, CADASTRO E ENVIO DE AMOSTRAS BIOLÓGICAS PARA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DO NOVO CORONAVÍRUS (2019-nCOV)

COLETA DE AMOSTRAS

  • A técnica de diagnóstico preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para identificação laboratorial do 2019-nCoV é o RT-PCR (Reação em Cadeia mediada da Polimerase em Tempo Real) a partir de amostras do trato respiratório;
  • As amostras de secreções respiratórias são as mais recomendadas para a pesquisa do agente e devem ser coletadas até o 3º (terceiro) dia e eventualmente poderá ser realizada até o 7º (sétimo) dia, após o início dos sintomas;
  • A coleta de amostras deve ser realizada exclusivamente com “Kit” dispensado pelo LACEN-RN;
  • O processamento das amostras de secreção respiratória dos casos suspeitos será realizado pelo LACEN-RN, que encaminhará o material para realização de diagnóstico específico no Laboratório de Referência Nacional determinado pelo MS;
  • A solicitação para diagnóstico laboratorial em casos suspeitos deverá ser realizada através do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) com o cadastro da pesquisa PCR – Influenza, com preenchimento do campo “Agravo/Doença” selecionando a opção “Influenza” ou “Vírus Respiratórios”. Descrever ainda no campo “Observação “que Amostra de paciente que atende definição de caso suspeito para novo Coronavírus.

BIOSSEGURANÇA

  • Observar as normas de biossegurança estabelecidas para manejo de casos suspeitos relacionados a este novo agente (uso de luvas, óculos de proteção, máscara e jalecos descartáveis).

TÉCNICA PARA A COLETA DE AMOSTRAS

  • Swabs combinados (nasofaringe e orofaringe).
  • Na técnica de swabs combinados de nasofaringe e orofaringe, deve ser utilizado exclusivamente swab de Rayon (fornecido no kit de coleta), seguindo as orientações:
  • Para a coleta de orofaringe, inserir o swab na porção superior da faringe (após a úvula) e realizar movimentos circulares para obter células da mucosa, evitando tocar em qualquer parte da boca;
  •  Proceder à coleta de nasofarínge com os outros dois swabs que serão inseridos em cada narina, até atingir a região média da coana nasal, realizando movimentos circulares;
  • Os três swabs devem ser colocados no mesmo frasco contendo meio de transporte viral e as hastes excedentes retiradas;
  • Identificar o tubo com nome completo do paciente, data e local da coleta de forma legível. Após a coleta este material não poderá ser congelado e deve ser mantido sob refrigeração (2-8°C) até a entrega ao LACEN, que poderá ser realizada em até 48 horas, após este período orientamos que seja acondicionada em botijão de nitrogênio líquido e/ou utilizar gelo seco para transporte. As amostras devem ser acompanhadas pela ficha de notificação.
  • ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA UNIDADE DE SAÚDE
  • Garantir estoque estratégico de medicamentos no almoxarifado;
  • Disponibilizar medicamentos e orientar sobre organização do fluxo de serviços farmacêuticos, considerando o abastecimento das unidades;
  • Realizar solicitação dos medicamentos necessários para tratamento do novo coronavírus.
  • Intensificar o monitoramento do estoque de medicamentos no âmbito municipal.

O caso suspeito do novo Coronavírus (2019-nCoV) poderá ser detectado na classificação de risco no pronto atendimento local já que o período de incubação é de até 14 dias e eventualmente ele também pode não ter sido detectado nos pontos de entrada.

  • CASO PROVÁVEL DE INFECÇÃO HUMANA: Caso suspeito que apresente resultado laboratorial inconclusivo para 2019-nCoV ou com teste positivo em ensaio de pan-coronavírus.
  • CASO CONFIRMADO DE INFECÇÃO HUMANA: Indivíduo com confirmação laboratorial conclusiva para o novo Coronavírus (2019-nCoV), independente de sinais e sintomas.
  • CASO DESCARTADO DE INFECÇÃO HUMANA: Caso que se enquadre na definição de suspeito e apresente confirmação laboratorial para outro agente etiológico OU resultado negativo para 2019-nCoV.

CASO EXCLUÍDO DE INFECÇÃO HUMANA:  

Caso notificado que não se enquadrar na definição de caso suspeito. Nessa situação, o registro será excluído da base de dados nacional.

Após identificado, deverá ser isolado imediatamente nas melhores condições possíveis e oferecer máscara cirúrgica, desde o momento em que for identificado na triagem até sua chegada ao local de isolamento, que deve ocorrer o mais rápido possível. Caso o paciente apresente sinais de gravidade, o profissional deverá contatar a Núcleo de Regulação de referência para solicitar internação, e logo que liberado a vaga o mesmo deverá ser removido ao Hospital, utilizando medidas de precauções no transporte. Se o paciente não apresentar sinais de gravidade, deverá proceder o isolamento domiciliar até a melhora dos sintomas, com as recomendações e medidas de precaução e monitorar os contactantes.

Notificar imediatamente a Vigilância em Saúde Municipal e Estadual (CIEVS) que, por sua vez, notificará o Ministério da Saúde. As autoridades sanitárias do Município, Estado e do Ministério da Saúde realizarão a avaliação epidemiológica do evento e no caso de enquadramento como caso suspeito de novo Coronavírus (2019-nCoV) desencadearão as medidas previstas no fluxo.

  • NÚCLEO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE
  • Promover capacitações para os profissionais com ênfase a notificação, fluxo de atendimento, coleta e manejo clinico;
  • Realizar articulação com instituições de ensino para fortalecer a discussão sobre a temática;
  • Promover a difusão setorial sobre o protocolo e fluxo de atendimento a pacientes com suspeitas de novo Coronavírus (2019-nCoV).
  • COMUNICAÇÃO E PUBLICIDADE

Divulgar informações epidemiológicas e boletins epidemiológicos para parceiros/colaboradores e para a imprensa;

  • Monitorar as redes sociais (instagram, facebook) para esclarecer rumores, boatos e informações equivocadas;
  • Monitorar notícias para identificar fatos novos e necessidades relacionadas ao tema;
  • Divulgar informações sobre prevenção e controle da doença;
  • Divulgar material sobre etiqueta respiratória e higiene das mãos para população em geral.
  • Divulgação de boletim Epidemiológico Diário
  • DIREÇÃO EXECUTIVA DAS UNIDADES DE SAÚDE
  • Articular junto às áreas o desenvolvimento das ações e atividades propostas nesse plano;
  • Articular com a SESAP o abastecimento de estoque estratégico de insumos (tratamentos antivirais, kits para COLETA, diagnóstico laboratorial, máscaras cirúrgicas, máscaras N 95, aventais, óculos, luvas de procedimento, álcool gel, sabão liquido, papel toalha).
  • Encaminhar à SESAP boletins epidemiológicos e informações atualizadas sobre medidas adotadas;
  • Produzir o Plano de Contingência (esse documento), encaminhar a SESAP, divulgá-lo e atualizar conforme necessário;
  • Participar de espaços de controle social e articulação regional para divulgação das ações.
  1. HOSPITAL MUNICIPAL MINISTRO PAULO DE ALMEIDA MACHADO

O hospital atualmente conta com 32 leitos, apresentando o centro de especialidades como anexo, utilizando-se de 02 leitos de isolamento com pontos de oxigênio e um para coleta de swab com orientação ao possível sintomático. Estamos promovendo a expansão dos leitos para o auditório, ainda em andamento para adequarmos de acordo com as novas demandas.

Touros, Estado do Rio Grande do Norte, 18 de março de 2020.